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domingo, 20 de setembro de 2015

Minha Casa de Um é feita com amor das pessoas ao meu redor #GuestPost

Revendo a minha trajetória rumo à minha “Casa de Um”, às vezes eu me pergunto se demorei muito para sair de casa. Foi com 25 anos, há um ano atrás! Em setembro de 2014 eu embrulhava meus parcos pertences e mudava de vez da casa dos meus pais para um canto só meu. Muita água correu debaixo da ponte, mas eis que eu decidi, finalmente, em agosto de 2014. Achei que era a hora e que eu poderia sair com um conforto legal. 



O que me ajudou muito na mudança foi o fato de que a casa que eu moro é da minha irmã mais velha, que mora em Três Lagoas (MS) atualmente. Eu cheguei a olhar algumas casas para alugar, apês em geral, mas pagar condomínio era uma coisa que me assustava. E a casinha estava lá, para alugar, todo esse tempo. Novinha, com tudo certinho: box nos banheiros, azulejada, até armário na área de serviço. E a sista falou: “hey, mora lá!”. Assim, ela poderia usufruir da casa quando visitasse a gente, o aluguel ficaria bem em conta pra mim, e não seria uma pessoa completamente estranha alugando. 

Em seguida, minha prima foi a mais empolgada e já me deu uma porção de coisinhas legais como um jogo de louças, bowls, paninhos de pratos, tapetinhos. Eu tinha apenas a minha cama e alguns pertences. Entrei na casinha sem nada, mas acredito que foi bom, pois a mudança foi muito suave. Eu não tinha quase nada pra levar. E minha casa se mobiliou rapidinho, sabe por quê? Porque eu vivo cercada de pessoas maravilhosas. 



Minha mãe me deu um armário de cozinha, um guarda-roupa, uma caminha de solteiro e um sofá. Reformei o sofá apenas, pois o restante estava em ótimo estado. A cômoda antiga foi emprestada. 




Aos poucos a casinha tomava forma. A irmã mais velha, além de ceder a casa, me deu a geladeira. A prima ainda me presenteou com uma mesinha de boteco (que eu pintei toscamente), panelas ótimas e com uma escrivaninha para o quartinho de visitas. Um amigo queridíssimo do Rio de Janeiro me mandou um fogão maravilhoso. Outra pessoa querida me deu uma cafeteira sensacional. Olha, sem eles, minha mudança não teria sido tão tranquila e feliz. 



Depois, cada amigo querido me deu uma coisinha. Ganhei formas de vidro para assar lasanha, porta guardanapos, tostex, enfeites, copos e tacinhas de vidro, quadrinho de lembretes... muita coisa fofa. 




Aos poucos fui decorando a casinha. Muita coisa ainda carece de arrumar, meu quarto precisa de mesas de cabeceira, acabei de conseguir comprar uma máquina de lavar (depois de um ano e com ajuda de mamai), quadros precisam de moldura, livros precisam ser guardados. Mas minha mudança me fez aprender que mesmo indo morar sozinha, eu jamais estarei sozinha. Foi gratificante de verdade perceber que as pessoas, ao notarem que eu estava realizando um sonho, se dispuseram a ajudar e ficaram felizinhas ao meu lado. 

Nada na minha casa é 100% novo. Mas tudo é envolvido de muito amor. <3

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Lyra Libero, 26 anos, jornalista com dois empregos que divide seu escasso tempo livre entre suas três gatas Luna, Pan e Pagu e na batalha para manter a casa livre de insetos e de energias ruins. Prendada na cozinha porém um desastre nos outros serviços domésticos. Gosta das pessoas sorrindo quando levam o garfo à boca, mas não convida ninguém para jantar e sim para “um rango”. Adora filmes no melhor estilo “food porn”. Munida de sua panela wok presente da avó, é imbatível nos risotos, massas e outras receitas.  

Seu Instagram é @lyralibero e você pode acessar seu blog aqui.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Encantada, a home office de Dumont #GuestPost


Na velha Petrópolis, mesmo pequena diante da imensidão dos casarões vizinhos, a Encantada, instalada ali do alto da Rua do Encanto, chama a atenção. O prédio antigo, idealizado por Santos Dumont em 1918, com projeto arquitetônico do Engenheiro Eduardo Pederneiras.

A Encantada! (crédito: William Figueiredo)


Faço uma pausa antes de levar você para conhecer a Encantada para falar de Petrópolis – a Cidade de Pedro. A cidade fica no Rio de Janeiro a pouco mais de uma hora da Capital, na serra e de clima agradável, foi um dos destinos “queridinhos” de muita gente – da família real a intelectuais. Entre eles, Santos Dumont – o pequeno notável. 

A sala. Uma das poucas fotos que os visitantes podem tirar.
Ok, Carmen Miranda é a pequena notável, mas, considero que ele também merece o título. Afinal, algumas coisas tem a assinatura deste pequeno inventor – do avião, embora há quem questione a paternidade desta invenção e isso não vem ao caso, ao relógio de pulso. A belíssima Encantada é também um exemplo da criatividade de Dumont e é talvez, a primeira Home Office. 



Santos Dumont buscava em Petrópolis a tranquilidade para trabalhar em seus projetos. Foi ali que ele escreve umas páginas do livro “O que eu vi, o que nós veremos”. Talvez o briefing do projeto de Santos Dumont para o Pederneiras era resumido em três palavras: funcionalidade, simplicidade e charme. E assim, a pequena casa foi construída no topo do morro do “Encantado”.

A construção tem três pavimentos, no primeiro – um porão que funcionava como oficina e hoje é a bilheteria do “Museu Casa Santos Dumont”, no primeiro andar um escritório. No piso superior – quarto e banheiro. Há também um sótão, que funcionava como depósito.

Sala de projeção.
Até ai tudo bem. Mas é só começar a subir as escadas de madeira para notar a criatividade do proprietário da Encantada. Os degraus são cortados em forma de raquete e tem um motivo digno, apesar de muitos acharem que é superstição...

 Na entrada, a casa ganha ares de “home office”. Em poucos metros quadrados, o primeiro piso é divido entre sala de esta e jantar e o escritório. Notaram que não mencionei cozinha na casa? É Santos Dumont não era chegado a queimar umas panelas. Ele pedia as refeições no hotel vizinho e comia ali na sala/escritório. A escrivania também ganhou atenção do inventor, há um vão que facilitava o serviço do garçom terminada a refeição a louça voltava para o hotel. Prático e sem louça para lavar! O/

A sala tem ainda uma lareira, afinal Petrópolis é conhecida pelo inverno que pode ser rigoroso, uma pequena prateleirinha com livros preferidos do dono da casa. E um moderníssimo aparelho telefônico, presente de inventor pra inventor. 
            
Aliás, olhando o tamanho da casa, a impressão que se tem é a de que ele pouco recebia visitas de amigos. Mas não, os amigos iam até a casa e ficavam onde Dumont sempre estava – na oficina – em outras palavras no porão. Todos queriam ver o tão falado projeto de avião. 

O segundo andar tem coisas mais legais. No quarto nada de cama, apenas uma cômoda. E, como funcionalidade é o norte do projeto da Encantada, o móvel virava uma cama. Sim! Ele colocava um colchonete em cima da cômoda e dormia ali mesmo.

A réplica da Encantada.

O armário também é bem pequeno, parece que ele não era adepto a colecionar ternos da moda. Embora, ele tenha ditado à moda masculina, e até hoje, inspire looks com o chapéu de aba dobrada. O que era para ele engraçado, já que o chapéu ficou com a aba dobrada depois de um incidente com um dirigível. Mas isso é um detalhe fashionista, voltando ao projeto da casa. 

O chuveiro (foto: Divulgação)

No banheiro, outra invenção – um chuveiro quente! (Valeu Dumont) Ele aquecia a água e daí era só escolher entre banho frio ou quente. Bom, na verdade a engenhoca está longe de parecer um chuveiro, era um balde adaptado, e daí era só puxar a cordinha do “chuveiro”. A dúvida é: será que dava certo?

No segundo andar tem uma porta que dá para o quintal e depois para uma escada, a terceira com degraus em formato de raquete, e ela leva ao observatório. Dali Dumont olhava as estrelas ou contemplava a beleza da cidade. E a visita à encantada termina ali. Mas, tem o prédio anexo com uma lojinha de lembrancinhas e uma sala de cinema que exibe um curta sobre a vida do dono da casa. E em seguida um workshop sobre Dumont.

A casa recebe visita de gente do mundo todo. Quando eu fui, havia um pequeno grupo de norte-americanos. Adivinhem o tema da discussão? A paternidade do avião. Se você quiser saber o resultado deste teste de DNA, eu é que não vou contar, e tiver planejando ir para Petrópolis ou para o Rio de Janeiro, visite a casa.

Vale a pena - A entrada para visitar a “Encantada” tem um valor simbólico. Ela abre de terça-feira a domingo, a partir das 9 horas. Quer saber mais, clica aqui: http://destinopetropolis.com.br/6026_museu-casa-de-santos-dumont

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Tathi Panziera, é jornalista, capricorniana de opinião forte, mas que aprendeu a ser flexível. Não mora em uma Casa de Um, mas se vira com as dicas que aprende aqui.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Lembretes diários para organizar a casa #GuestPost

É maravilhoso morar sozinha (o), mas duas coisas que só dependem de você é: limpar e organizar a casa. Alguns adoram. Sério, já conheci gente que ama fazer isso. 



Para mim é sempre um martírio. Por isso até que contratei uma diarista para vir em casa uma vez a cada 10 dias, mais ou menos. Mas nos outros dias eu preciso manter tudo em ordem, né? 

Geralmente escolho o final de semana, sábado ou domingo. Mas, quase sempre, perco o dia inteiro tentando organizar tudo. E chega a noite estou super cansada.

Então, descobri umas dicas bem legais no blog Organize Sem Frescuras. São pequenos lembretes que podem ser colocados em locais estratégicos de casa, como no espelho do banheiro ou na geladeira. 

As tarefas são simples, podem ser feitas todos os dias. Assim, a gente aproveita muito mais o final de semana e não fica cansada (o) em pleno sabadão! 

Estas são apenas algumas ideias, você ainda pode adaptar a sua realidade.
Dá só uma olhada. 

http://organizesemfrescuras.com.br

http://organizesemfrescuras.com.br


http://organizesemfrescuras.com.br

http://organizesemfrescuras.com.br
http://organizesemfrescuras.com.br
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Evelin Gomes, 31 anos, jornalista e colaboradora do @casadeum. Morou 4 anos sozinha e hoje divide o apê com um marido e uma cachorrinha. Não tem paciência nenhuma para “coisas de casa” (limpar, cozinhar e passar – camisa de algodão de manga comprida, por exemplo...rs) e por isso busca opções rápidas para organizar e facilitar a vida de “dona de casa” de mentirinha. 

terça-feira, 9 de junho de 2015

O MacGyver que surge em toda Casa de Um #GuestPost

A necessidade faz o sapo pular. Ela também faz você carregar móveis se sentindo o The Rock, querer abrir um champanhe ao trocar uma lâmpada, se imaginar conversando com o Jô Soares pela façanha de ter matado uma baratona do tamanho de um urubu (ok, talvez eu tenha exagerado um POUCO só devido à minha fobia), querer colocar no currículo que você já aprendeu a manusear uma parafusadeira sem derrubar uma parede, dentre outras façanhas que você só aprende quando passa a morar só, principalmente quando falamos de mulheres, já que no universo masculino “deixa isso aqui que tá bom, ahh, depois arrumo esse, a meia tá limpa ainda, dá pra usar de novo...” dentre outras coisas que ouvimos dos mais desapegados.
You go, girrrrrl!!!!
Moro sozinha há quase um ano e meio, e o dinheiro, sempre contado desde o início me fez descobrir que tenho superpoderes. E que a força é mais forte em mim do que em qualquer personagem do Star Wars. 
Gambiarra level avançado
Talvez as situações mais divertidas tenham sido quando coloquei a cortina na sala, e o varão (que trouxe de outra residência que morei) era menor. E não tinha como comprar outro, aí o jeito foi improvisar. Depois de muito pensar, peguei duas garrafinhas de Coca-Cola, daquelas de plástico, não lembro de quantos ml, mas é menor que a de 600ml, cortei pouco abaixo do gargalo, enfiei no buraco de colocar o varão, enchi de papel dentro, e grudei o varão com silvertape. Até hoje ele só caiu uma vez, na minha cabeça, (assim como um capacete de moto também caiu do armário adivinhem em cima de quem!) mas tá tudo ok. Sobrevivi sem danos. Nenhuma das visitas até hoje notou esse detalhe, mas ri bastante quando mostro. 
 A outra situação não é tão divertida. Graças a essa mania idiota de jogar papel no vaso sanitário, um dia ele entupiu, de modo que nada fazia desentupir. Aí fui lá, toda faceira procurar no Google uma dica que salvaria a minha vida. E aí que entrou a Coca-Cola de novo (juro que isso não é publipost). Tinha um compromisso do qual estava atrasada, e antes de sair, comprei uma de 2 litros e joguei no vaso rezando à Odin para que quando eu voltasse já tivesse desentupido. 

Prometo parar de comer brigadeiro... não, pera...
Mas ele não ouviu as minhas preces, e lá vou eu ter que lidar com “aquilo” . Uma amiga deu a ideia, que também viu na internet de cortar um pedaço da garrafa, prender no cabo do rodo, e dar “bombadas” na privada. Na primeira bombada já supitou e caiu aquela agua nojenta no chão do banheiro, e como desgraça pouca é bobagem, a garrafa se soltou e ficou presa la embaixo. Eu juro que nunca senti tanta saudade da minha mãe nessa hora, e tudo que queria era pedir pra ela vir me buscar, e me dar colo e um chocolate quente. Porém, como isso estava fora da minha realidade (assim como chamar um encanador, marido de aluguel, qualquer criatura) eu tentei tirar com o cabo do rodo, e não só deu certo, como magicamente desentupiu. São situações como essa que me fazem crer em Deus, juro. 
Ufa!
Existem outras bem memoráveis, como quando manuseei a tal parafusadeira pela primeira vez, e demorei uns 10 min pra descobrir qual broca eu deveria escolher, já o parafuso da cama não parecia com nenhuma daquelas que eu via. Após isso, nada como carregar uma cama queen sozinha, e sentar no chão, e tentar levanta-la com o joelho enquanto encaixava um dos pés (que inclusive quebrou ao meio, e adivinhem como foi remendado), quando cortei meu dedo e tive crise de histeria com o sangue, e tive queda de pressão, quando em outro momento cortei outro e colei com superbonder para não ter que ir pro hospital, quando fui trocar a lâmpada e deixei ela cair e logo depois o suporte também. 
Enfim, talvez nem todos vocês passem por tantas aventuras assim, mas sei que sentem um pouco do orgulho que sinto a cada conquista em casa, a cada cantinho arrumadinho com a sua cara, a cada dica que descobriram e compartilham. 

Para quem está começando, eu apenas posso dizer para sempre terem uma Coca-Cola, uma silvertape, fita dupla face e superbonder em casa, pois não há limites para a gambiarra quando se possui esses itens. E que seja sempre leve e divertida a nossa aventura, e por favor, não se acidentem! 
Vlw flws!
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Nannarhara Bessa, 30 anos, Social Media. 
Goiânia de nascença, e atualmente brasiliense de coração, é tatuada, chocólatra, adepta da zoeira raiz, programas que saiam da rotina nerdices e HIMYM. 
Descobriu seu talento como MacGyver quando passou a morar sozinha. 
Também é  Mestre Pokemon.

Seu instagram é @howyourdadmetme.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Minha casa de um própria: como conquistei esse sonho #GuestPost

Cresci ouvindo meus pais falarem da importância de ter casa própria, que dinheiro gasto com aluguel é dinheiro jogado fora (e é mesmo!), que você pode até não ter carro ou moto, vc anda a pé, de bicicleta, de carona, de busão... é sofrido, mas vai. O que não dá é morar debaixo da ponte. (E pra quem veio de SP, isso é uma lembrança muito próxima, forte e assustadora).

Ao mesmo tempo que sabia da importância, sabia também o quão difícil era comprar uma casa. Valores altos, zero reserva de poupança, mil condições para financiamento... me parecia uma conquista muito distante, coisa pra quando eu tivesse mais de 30 anos, mais estabilidade, mais grana e, claro, mais maturidade para ter uma casa, cuidar dela e morar sozinha.

Como nossa vida dá muitas voltas, tudo que eu considerava obstáculo foi se resolvendo meio que ao mesmo tempo. No meu primeiro post aqui no blog dividi com vocês a minha experiência morando em um pensionato. Foi ali que tudo começou a se encaminhar. 

Além da questão da maturidade que já comentei, morar no pensionato foi uma escolha estratégica que me ajudou a economizar muito. Eu pagava uma mensalidade de cerca de R$ 400,00 e só. Não tinha conta de água, de energia, IPTU, nada mais que me tirasse o sono. A empresa onde eu trabalhava pagava vale refeição/alimentação, com o qual eu almoçava e fazia uma compra bem baratinha de coisas para deixar lá na geladeira do pensionato pra fazer lanche a noite. (O que acontecia bem raramente, já que trabalhava praticamente toda noite).

Deu até pra por a leitura em dia.
Claro que só isso não foi suficiente. Nesse 1 ano e meio que morei lá, abri mão e me privei de muita coisa: não tinha TV (nem o aparelho de TV nem a TV a cabo), não tinha internet, não comprei nada pra mim - roupa, sapato, maquiagem - por praticamente o período todo que morei lá, e deixei de ir a muitos lugares pensando na economia de combustível. Além disso, zerei a fatura do cartão de crédito (acho que nunca mais isso vai acontecer kkkkk)

Parece exagero? Não sei, tudo depende de qual é seu objetivo. Essa é uma lição que vou levar pra vida toda: para conquistar o que vc quer, vc tem que fazer algum esforço. O meu esforço foi esse. E querem saber? Sobrevivi e muito bem. Foi aí que percebi como a gente não desfruta do que já tem e está sempre querendo comprar mais e mais e mais, foi aí que passei a valorizar mais conversas na varanda do quarto, que consegui ler cerca de 20 livros, que afinei meus ouvidos para o canto dos pássaros na minha janela, que me entendi comigo mesma, que transformei minha inquietude em paz e silêncio... 

Deixando a sessão autoajuda um pouco de lado rsrs fato é que estabeleci metas e todo mês separava uma grana boa (cerca de R$700,00) e guardava na poupança. Acho que o sangue turco me ajudou a ser bem mão de vaca nesse período e não mexia nesse dinheiro por nada!

Guardava cada dinheirinho que podia! Era por uma boa causa.
A vida é feita de ciclos e reconhecer quando um deles chega ao fim é o primeiro passo pra evitar sofrimentos desnecessários. Desde o princípio eu sabia que o pensionato era uma solução temporária e quando senti que meu ciclo no pensionato estava chegando ao fim, comecei a procurar casa.

Tive a super ajuda de um amigo corretor de imóveis (valeu Wagner!). Pra diminuir as chances de erros (e frustrações), ele me orientou a definir um valor aproximado que estivesse disposta a pagar no imóvel (R$ 120 mil), pensar como eu queria que fosse a casa (dois quartos ou três quartos, mas que tivesse terreno no fundo) e na localização (pra mim poderia ser qualquer bairro, exceto esses que a gente ouve falar que são muito perigosos.


Com isso definido, começamos as buscas. Nessa hora, meu amigo, recarregue seu estoque de paciência. Você vai precisar. Na foto, a casa é uma coisa, na realidade é outra, vendedor fala uma coisa, na realidade é outra e assim vai... foram quase 3 meses saindo todo sábado de manhã pra visitar nem sei mais quantas casas no total...  só sei que um dia, ao entrar em uma casa ainda em construção, meu coração batucou. Dois quartos, um banheiro, sala, cozinha, garagem pra um carro, área de serviço e um terreno bom no fundo. Valor: R$ 120 mil. Ah, mas é no Aero Rancho, ah, mas é longe, ah, mas não tem asfalto... muita gente deu palpite, mas quando o coração batuca e vc já se imagina morando na casa, não tem mais jeito. 

Dois dias antes do meu aniversário, em 2013, dei o sinal de R$ 2 mil pra segurar a casa, assinei a papelada e aguardei a casa ficar pronta. Nesse meio tempo, perdi o emprego, fiquei desesperada, achava que ía perder o financiamento que ainda não tinha sido aprovado, vi meu sonho indo por água abaixo. Mas, no fim das contas, tudo se resolveu e o dinheiro da rescisão me ajudou a mobiliar a casa, comprar as coisas básicas: cama, guarda-roupa, geladeira e fogão. No dia 15 de dezembro de 2013, assinei contrato com Banco do Brasil, dei uma entrada de 15 mil, consegui subsídio de mais 15 mil e financiei o restante - até 2043. Em março de 2014 me mudei pra minha casa. 

Pensa na alegria! 
Comprei a minha casa própria, meu primeiro imóvel, aos 25 anos, muito antes do que eu imaginava. Não foi fácil, mas como diz um amigo meu, se fosse fácil não chamava vida, chamava periguete hahahaha Comprar a minha casa foi mais que comprar um lugar pra morar, paredes, chão e teto. A minha casa é um lugar sagrado pra mim, um templo, meu refúgio, a edificação que me fez provar pra mim mesma que a gente pode se desafiar, se superar e conquistar muito mais do que a gente imagina!"

Um pouco do meu cantinho.

A primeira conquista a gente nunca esquece!

Tudo do jeitinho que eu queria.

A alegria em forma de faixa.

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Bianca Bianchi, 27 anos, jornalista. Adora sair pra balada e dançar, mas também valoriza o silêncio de uma tarde deitada na rede lendo um livro ou assistindo filme. Torcedora do Corinthians, entende mais de futebol que muito homem, dirige igual a um, mas no fundo, é uma mulherzinha. Odeia mamão.

Seu instagram é @bianca_bianchi


sexta-feira, 15 de maio de 2015

É possível morar sozinho e ser saudável. Mas dá trabalho. #GuestPost

Você é daqueles que chega em casa, joga a calça pra cima e coloca a lasanha congelada pra aquecer no microondas só pra não ter trabalho? Se sim, leia esse post mesmo assim. Isso aqui é o resultado de duas semanas de um experimento pessoal de uma moradora de casa de um: comer melhor. 



Pois bem, eu era essa pessoa sedentária que chegava e comia basicamente macarrão. A minha geladeira era daquele jeito: cerveja, vodka, água, mini-chicken e lasanha congelada, um molho de tomate pronto ali pra próxima massa. E não é porque eu odeio comida natureba não, na verdade eu adoro. Era preguiça. Sabe o resultado? Gastrite, refluxo, enxaqueca e... sobrepeso. 


Não tem problema nenhum você estar acima do peso ou ser gordo, sério mesmo. Quem tem problema com isso geralmente são as outras pessoas. Eu estava tranquila com meu corpo e não me importo de emagrecer horrores. Mas a gastrite... a gastrite tava complicada. Eu almoçava no trabalho, uma comida meio gordurosa e sem muita opção. Foi aí que decidi mudar meus hábitos alimentares. 

A princípio pensei: como vou fazer isso morando sozinha e com dois empregos? Eu saio de casa 7h30 da matina e só volto beirando as 20 horas todo dia, ou seja, fazer mercado que horas? Mas decidi encarar mesmo assim. Faz duas semanas que estou comendo melhor, com planejamento. Então decidi escrever esse post pra provar que sim: quem mora sozinho pode ser saudável. Mas dá trabalho. E a preguiça precisa ser deixada de lado (mas saiba que ter preguiça de vez em quando pode sim!). 



Seguem minhas dicas pinceladas dessas duas semanas:

1. Eleja o dia do supermercado
Tenha um dia da semana para ir tranquilamente ao supermercado, sem pressa, sem mau humor. Mas atenção: faça uma lista de compras com TUDO que você precisa para comer direito durante, pelo menos, 1 semana. Frutas, legumes e verduras duram menos, compre na quantidade exata para não estragarem. Grãos e não-perecíveis duram mais, isso quer dizer que a próxima ida ao mercado será mais simples. 


2. Planeje cardápios
Se você vai precisar levar a comida para o trabalho (como o meu caso), planeje o cardápio certinho, e prepare a comida conforme você decidir (ou para a semana ou no dia anterior). Como eu não quero enjoar, eu faço dois acompanhamentos (arroz e feijão, por exemplo), e vou variando no restante (frango de um jeito no dia, carne no outro). Faça a marmita, deixe na geladeira, lave as folhas e deixe a salada no jeito. De manhã é só pegar na geladeira, e refrigerar quando chegar no trabalho. 

3. Planeje os lanchinhos
Quem fica fora de casa o dia todo passa fome e acaba apelando para as inúmeras porcarias na rua. Leve 4 porções exatas de comida para o dia sem contar as refeições normais: dois lanchinhos para a manhã e dois lanchinhos para a tarde. Eu levo castanhas ou nozes, iogurte, uma fruta e algum biscoitinho integral que eu gosto. Isso vai te dar energia e te livrar das frituras. 

4. Tenha um dia de preguiça e almoce no seu restaurante favorito. 
Separe esse dia preguiçoso pra você. Não cozinhe de véspera e vá almoçar no seu restaurante favorito ou em algum lugar bacana com uma comida saudável. Em Campo Grande eu indico o Viva a Vida. Almoço lá por um preço ok e tem arroz integral, caldos, opção vegetariana, muita salada e fruta e sempre uma carninha magra. Adoro! (merchand gratuito). 

5. Deixe tudo pronto na noite anterior. 
Aqui é o xô preguiça de vez. Durma 15 minutos a mais de manhã ou tenha 15 minutos para tomar um café da manhã reforçado, deixando tudo pronto na noite anterior. Assim você acorda com tempo de comer com calma e se arrumar com calma para sair. 




Eu sigo tentando me alimentar melhor! Moro sozinha, dá trabalho, mas a gastrite, pelo menos, não me visitou mais. 

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Lyra Libero, 26 anos, jornalista com dois empregos que divide seu escasso tempo livre entre suas três gatas Luna, Pan e Pagu e na batalha para manter a casa livre de insetos e de energias ruins. Prendada na cozinha porém um desastre nos outros serviços domésticos. Gosta das pessoas sorrindo quando levam o garfo à boca, mas não convida ninguém para jantar e sim para “um rango”. Adora filmes no melhor estilo “food porn”. Munida de sua panela wok presente da avó, é imbatível nos risotos, massas e outras receitas.  
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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Pode chamar os amigos, é dia de boteco: Pastelzinho Caprese. #GuestPost

Fazer massa de pastel é coisa de gente gourmet até demais! Por isso, eu lindamente faço uso de massinhas industrializadas numa boa. Essas massas são baratas e rendem muitos pasteis, além de serem sensacionais. É uma boa dica pra quem tá querendo servir alguma coisa bacana pros amigos que vão visitar sua casa de um e o melhor: facílimo. Quem dispõe de pouca habilidade se vira numa boa. Só cuidado com o óleo quente! 



O recheio desse pastel chama-se caprese e também não requer nem muita prática nem muita habilidade. Ele basicamente é uma mistura de queijo (originalmente mussarela de búfala, mas eu usei queijo prato), manjericão e tomate picadinho. Mas pra dar um "tchan" eu coloquei cebola, ervas e uma colher de requeijão (salvando os solteiros desde... sempre!), pra dar uma "liga" no recheio. 

Fica a dica de petisco. O molho de alho e limão eu contei no meu blog, dá um pulo

Pastel Caprese

Ingredientes: 
- 200 g de queijo prato (ou o que você desejar)
- 1 colher de requeijão cremoso
- 1 pacote de massa de pastel
- 2 tomates picadinhos
- Manjericão fresco à gosto
- Sal e pimenta
- 1/2 cebola picada

Preparando o recheio e já ficando com vontade de comer!

Modo de preparo:

Em uma tigela coloque tudo picadinho: o queijo, cebola, manjericão, sal, pimenta e o tomate. Acrescente o requeijão e mexa. Recheie o pastel e feche passando o dedo molhado com água na borda, antes de apertar com o garfo! isso garante que eles não abram na fritura. Frite em óleo quente. Enjoy!

Com molho de alho e uma cervejinha gelada! O boteco está pronto!
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Lyra Libero, 26 anos, jornalista com dois empregos que divide seu escasso tempo livre entre suas três gatas Luna, Pan e Pagu e na batalha para manter a casa livre de insetos e de energias ruins. Prendada na cozinha porém um desastre nos outros serviços domésticos. Gosta das pessoas sorrindo quando levam o garfo à boca, mas não convida ninguém para jantar e sim para “um rango”. Adora filmes no melhor estilo “food porn”. Munida de sua panela wok presente da avó, é imbatível nos risotos, massas e outras receitas.  
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terça-feira, 28 de abril de 2015

Pensionato: uma experiência para ficar no coração #GuestPost

Depois de 3 anos de namoro, morei junto com Rodrigo por mais 2. Experiência bacana que vale um outro post rs. Quando o relacionamento acabou, tentei voltar pra casa dos meus pais (já que antes de morar com o namorido nunca tinha morado sozinha). Mas não teve jeito. Bastou uma semana pra eu me tocar: nunca mais vai ser como era antes. Não significa que era ruim, só não era igual. Foi quando me toquei que precisava de um canto meu. Tinha acabado de trocar de emprego, então tive medo de assumir o compromisso de um contrato de aluguel + iptu + contas de água e energia + mobília. A melhor solução foi encontrar um pensionato.

A gente não imagina a quantidade de pensionatos que existem em Campo Grande até procurar por um. Tem dezenas, de todos os estilos e faixas de preço. Visitei três, um ótimo, mas que era muito caro pra mim, outro que me deu o maior medo porque todo mundo tinha a chave de tudo e o Pensionato São Francisco, um antigo seminário de padres que há cerca de 10 anos é administrado por um casal muito fofo, Dona Raquel e Seu Zé, e seus dois filhos Tiago e Mari. Lugar tranquilo, bem localizado e com preço acessível.

Escolhi um quarto individual sem banheiro mas com varanda. Depois descobri que dei a maior sorte, pois o pensionato é mega concorrido e no período que fui procurar (abril), geralmente já está tudo lotado: pais e mães do interior procuram logo no início do ano e já reservam para as filhas que vem estudar na capital.

Essa era a vista do meu quarto. Como não amar?
Levei minha mudança no porta-malas do carro (não tinha nada mesmo rs), peguei um colchão emprestado de uma amiga (obrigada teté <3 ) e comecei a nova rotina. Se uma casa com 40 mulheres não tiver regras, desanda, logo, a gente tinha horário certo pra cada refeição, pra guardar o carro, pra usar a lavanderia... eu não tenho problemas com regras, mas confesso que tinha um pouco de vergonha, no começo, de dizer que não podia receber visita no meu quarto ou que se eu não estivesse no pensionato às 23h, ía ficar pra fora.

Mas, com o tempo, esses detalhes ficam insignificantes. De verdade.

Árvore bem em frente ao nosso portão. Linda de viver!
Conheci muitas pessoas nesse 1 ano e meio que fiquei lá. Meninas do Estado inteiro e até do interior de SP que vinham estudar, fazer cursinho, faculdade, mestrado... Vi muita gente chegar com aquela cara de assustada (até o primeiro café da manhã juntas ou a primeira sessão de novelas na sala de TV - tudo sempre a base de muita gargalhada) e vi muita gente também ir embora com lágrima nos olhos – eu mesma, inclusive.

Dona Raquel e Seu Zé adotam de coração cada uma das meninas, conversam, escutam, aconselham, ajudam, socorrem... cada uma das meninas se torna uma amiga-irmã e então vc perde as contas de quantas vezes fala bom dia pra mesma pessoa em questão de minutos (pq vocês se cruzaram no banheiro, no corredor, na mesa do café da manhã), perde as contas das caronas, das baladas juntas, das roupas emprestadas...

Morar em um pensionato é uma experiência interessante: você mora sozinha, se vira, tem sua rotina, não dá satisfações, manda no seu nariz, mas, ao mesmo tempo, você mora com um monte de gente que se preocupa com você e com quem você sabe que pode contar quando tá gripado, que vai te levar pro hospital com crise de rim ou que vai passar a madrugada acordada te ouvindo chorar com o coação partido, mas também que some com as suas roupas que estavam no varal, ou com a sua compra da geladeira.

A convivência era tão tranquila, que rolou até um Amigo Oculto
no final de 2013.
Essas experiências e esse equilíbrio entre as duas situações me proporcionaram mais tolerância, discernimento, segurança e a tão sonhada maturidade necessária para morar sozinha de vez – o que acontece hoje, e é melhor do que eu imaginava. Sem clichês.

Seu Zé, dona Raquel e seus dois filhos Tiago e Mariana.

Se você quer sair da casa dos pais e morar sozinho, mas não se sente 100% preparado pra isso, seja do ponto de vista financeiro ou psicológico, um pensionato pode ser uma excelente opção: é como se fosse uma fase de transição, e vale muito a pena. Além dos aprendizados você leva pra vida muitos amigos e muita história pra contar.


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Bianca Bianchi, 27 anos, jornalista. Adora sair pra balada e dançar, mas também valoriza o silêncio de uma tarde deitada na rede lendo um livro ou assistindo filme. Torcedora do Corinthians, entende mais de futebol que muito homem, dirige igual a um, mas no fundo, é uma mulherzinha. Odeia mamão.

Seu instagram é @bianca_bianchi

thanks for coming!

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